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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A visita de Elvis ao FBI




No início do ano de 1971, Elvis voltou ao FBI, para conhecer as complexas dependências e todo aparato técnico.Foi recebido por Thomas Bishop,diretor assistente.
Devido às recomendações,"ele (Presley) está usando seu cabelo até os ombros e se entrega no uso de todos os tipos de vestiário exótico", escreveu o  oficial MA Jones do FBI,sendo contra um possível aperto de mão de Hoover com o Rei do Rock ' n 'roll. "Eu concordo", Hoover escreveu na parte inferior da página.Elvis não era o tipo de pessoa que desejasse conhecer,por causa de sua aparencia. Mas depois que Presley visitou o FBI, com seis pessoas a sua segurança, Jones enviou um memorando dizendo que tudo foi mil maravilhas.
"Apesar de sua aparência bizarra pessoal, Presley parecia sincero, disse palavras que expressaram preocupação sobre alguns dos problemas que enfrenta o nosso país, particularmente aqueles que envolvem os jovens", escreveu Jones.
Elvis entrou e saiu do FBI portando armas de fogo,quebrou os rígidos protocolos!Era grande o respeito que os federais tinham por ele.Todos sabiam o quanto ele ajudava policiais e suas familias,quando os mesmos se feriam ou ate eram mortos.

 



Após esta visita Elvis recebeu uma nota de J. Edgar Hoover porque ele havia expressado sua admiração por J. Edgar Hoover a um agente do FBI que mais tarde informou o próprio Hoover sobre o acontecido. "Ele - Presley - é a prova viva que a América é a terra da oportunidade, uma vez que deixou de ser motorista de caminhão tornando-se um famoso cantor quase da noite para o dia. Elvis se ofereceu para servir como agente secreto se for possível."  J. Edgar Hoover enviou uma nota a Elvis, dizendo, "seus generosos comentários sobre o Bureau e minha pessoa são bem recebidos, e você pode ter a certeza que nós iremos manter sua oferta de ajuda em mente".




A visita ocorreu 31 de dezembro de 1970, apenas 10 dias após Presley buscou - e obteve - uma reunião no Salão Oval com o presidente Nixon para discutir idéias para combater as drogas.Saiu de la com uma insígnia e foi nomeado oficial do Órgão Federal de Combate as Drogas.
Fonte:articleschicagotribune.com 

O Quarteto de Um Milhão de Dólares



Armado com uma longa lista de presentes de Natal para comprar para seus pais e amigos, Elvis Presley (21 anos)pegou o volante de seu carro preto brilhante e partiu para dirigir por cinco milhas de sua casa em Memphis para o centro da cidade. A namorada de Elvis, Marilyn Evans,foi junto,com instruções da mãe dele, Gladys, para se certificar de que ele faria as compras, e ela não iria deixá-lo gastar muito de sua remuneração.
Mas nunca Presley e Marilyn compraram todos os presentes nesse dia. Ao longo do caminho, ele tomou um outro rumo,na direção da  União Avenue para mostrar-lhe o Sun Studio e os registros que tinham se tornado seu trampolim para o estrelato mundial.
Enquanto eles passavam pelo prédio de tijolos vermelhos no n. º 706, Elvis viu vários carros estacionados lá fora e as janelas com isolamento acústico fechado. Isso poderia significar apenas uma coisa: uma sessão de gravação estava em andamento. Saltando para fora do caminhão, ele esmurrou a porta trancada, até que foi aberto pelo dono do estúdio, Sam Phillips,que foi logo lhe dizendo: "Há alguns amigos aqui tocando'o seu tipo de música"
Lá dentro, ele encontrou o cantor Carl Perkins na gravação de uma canção de sua autoria, chamada Matchbox, acompanhado por um pianista pouco conhecido na época,chamado Jerry Lee Lewis e o  cantor country Johnny Cash à toa a dedilhar na guitarra.

Johnny Cash

Presley pegou um microfone e começou a cantar. Nos próximos 90 minutos os quatro roqueiros cantaram músicas que lhes vieram em suas cabeças,em especial,o Gospel,enquanto Phillips astutamente deixou a fita correr durante toda a sessão de improviso, tendo toda gravação e mais ainda as brincadeiras.Chamou inclusive um fotógrafo que registrou os momentos.
As fitas originais não podiam ser liberadas no momento em que foram registradas.Embora Presley tivesse começado sua carreira pela Sun, ele mudou-se para a etiqueta RCA, quando ele atingiu o grande momento no ano anterior - Phillips vendeu o seu contrato  para aliviar seus problemas financeiros. 
 
Jerry Lee Lewis

 Por isso, algumas das gravações ficaram nos arquivos da Sun, e o resto foram guardadas por Presley e só encontradas depois em sua casa, Graceland,quando foram procuradas após a sua morte em 1977.   Algumas foram liberadas em várias ocasiões desde 1981, mais recentemente, em 2006, para marcar o 50 º aniversário da sessão, quando 12 minutos de material inédito foram incluídas.

 A Sun Records é agora um monumento nacional, e por um certo valor, turistas conhecem os pontos turísticos emblemáticos como  o microfone que Elvis usou e pode ainda  ficar no local exato onde ele gravou seu primeiro sucesso..


Carl Perkins e Elvis dando autógrafos

 
Jerry Lee não era mesmo o pianista regular - ele tinha sido trazido por Phillips dar alguma enfase na música. Johnny Cash tinha chamado porque ele não estava fazendo nada naquele dia, e Elvis estava em um dia de folga.
"Eles ficaram com quase 50 canções. O bom é que eles não tinham sido reunidos por um agente ou um empresário - tudo era para seu próprio prazer inocente.
'E quando tudo acabou, eles entraram em seus carros e seguiram caminhos separados. "
Fonte: dailymail.co.uk.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Elvis,o branco de alma negra




Elvis, o branco de alma negra.“Ele (Elvis) ensinou a América branca a se ajoelhar” (James Brown)



As décadas de 50, 60 e meados de 70 na América e no resto do mundo, foram marcadas por intolerância e conflitos raciais que dividiram a América entre uma maioria privilegiada (brancos ricos) e uma minoria massacrada, humilhada e acuada em guetos sujos e sombrios (os negros miseráveis). A música e a religião eram os únicos meios que estas pessoas tinham de expressar os seu sentimentos e faziam isto melhor do que ninguém!
O que conhecemos hoje como Rock’n’Roll, já existia muitos anos antes dos primeiros rockers brancos surgirem nas paradas de sucesso. O Blues e o Rhythm & Blues já eram manias entre a juventude negra desde o final da década de 30 e começo de 40, porém só eram tocadas em rádios especializadas (haviam muito poucas)  em “race music” e poucos brancos tinham acesso a estas gravações. A Sun Records (a primeira gravadora de Elvis) era uma das poucas e melhores gravadoras deste ritmo que mais tarde recebeu o nome de Rock’n’Roll (que nada mais era do que Blues e/ou Rhythm & Blues cantados por brancos).



Os negros eram obrigados a morar em bairros separados, a estudar em escolas reservadas só para eles (sempre inferiores as dos brancos) e uma série de outras humilhações e privações que pouco se diferenciavam da época em que eram escravos. Estas dificuldades também eram sentidas por imigrantes e por uma parte da população branca que também viviam na pobreza e entre esses uma família de East Tupelo, os Pressley (sim, com dois “s”).
Elvis nasceu e cresceu entre a miséria e a pobreza. Nasceu numa “shotguns shacks”, uma casa tão pequena que se alguém desse um tiro na porta de entrada o projétil atravessaria toda a casa e sairia pela porta dos fundos sem acertar ninguém. Normalmente estas casas tem três cômodos, porém a dos Pressley’s tinham apenas dois. A pobreza acabava derrubando as barreiras segregacionais, pois a fome e a humilhação eram sentidas na pele por ambas as raças e Elvis nunca se esqueceu disso.
Durante toda a sua vida, Presley nunca negou a sua origem. Elvis era odiado na década de 50 por levar para dentro das casas e do “mundo dos brancos” aquela música “do diabo” (isto é, “de preto”) e suas influências e mensagens. A critica censurava-o dizendo que “soava negro demais”. Em sua primeira entrevista numa emissora de rádio, após a execução “That’s All Right, Mama” (um blues composto e gravado em 1946 por Artur Big Boy Crudup) sua primeira gravação comercial,  o astuto locutor teve o cuidado de perguntar onde Elvis estudou, numa manobra para dizer sutilmente que Elvis era branco, já que a “Humes High School” (escola onde Elvis se formou) não admitia alunos negros.



Elvis era o branco com alma de negro e assim podia cantar a música daquele povo oprimido em lugares que um negro jamais imaginaria pisar um dia! Este foi um marco em toda a carreira de Elvis. Quem imaginaria em pleno ano de 1968 um bailarino negro se apresentando numa das principais emissoras americana e em horário nobre juntamente com outras moças negras entoando e dançando gospel music (lembre-se, 1968 foi o ano em que Martin Luther King foi assassinado exatamente por defender, entre outros, este direito de igualdade)?!? Pois bem, isto aconteceu no “The Comeback Special’68” pela NBC e teve 98% de audiência! Este show marcou a volta de Presley aos palcos e toda a platéia foi selecionada “a dedo”, e foram escolhidas belas garotas para ficarem nas primeiras filas, bem próximo ao palco e entre elas haviam moças negras. 




E as “Sweet Inspirations”, grupo vocal formado por negras que acompanharam Elvis de 1968 até a sua morte em 1977?!? Elas se apresentavam e se hospedavam em hotéis luxuosos onde negros, no máximo, eram faxineiros e nunca seriam aceitos na platéia ou, menos ainda, como hospedes! (vide o Show “Aloha From Hawaii” de 1973, transmitido ao vivo de Honolulu para vários países do mundo, totalizando mais de Um Milhão  de pessoas).
 Você pôde achar que estou exagerando ou “viajando”, mas prefiro ficar com as palavras de James Brown, o “king” do Soul e do Funk: “Ele (Elvis) ensinou a América branca a se ajoelhar” ou nas palavras do próprio Elvis: “Minhas canções exprimem doses de inconformismo e isso eu transmito por intermédio do meu corpo. Na verdade é a minha natureza se exprimindo totalmente. Quem tanto se preocupa com o balançar de minhas pernas, deveria parar, olhar e fazer alguma coisa pelos pobres que quando balançam os seu corpos é, muitas vezes para se aquecer e conseguir enganar o frio...” Pense nisso!!!

Escrito por: Donizete Augusto

Elvis no Cinema:Kid Galahad



Uma regravação do drama de 1937 com o mesmo título, com Edward G. Robinson e Humphrey Bogart, Talhado para Campeão apresenta Elvis como o boxeador Walter Gulick. Mesmo não sendo um grande boxeador, Walter tem um gancho de direita poderoso e pode dar vários golpes. Willy Grogan (Gig Young) é um apostador, dono do local de treinamento onde Walter treina com outros boxeadores. Willy decide treinar Walter para ser um lutador profissional pensando em ganhar dinheiro para pagar suas dívidas de apostas ao gangster Otto Danzig (David Lewis). 
 

  A relação de Will com Walter muda quando ele se apaixona pela irmã de Willy, Rose (Joan Blackman - que já trabalhou com Elvis em Feitiço Havaiano) Willy não quer que Rose se envolva com Walter, então ele deixa Walter ser superado na sua próxima luta por um lutador melhor. Pouco antes da grande luta, Willy descobre que comprometeu sua integridade moral. Ele e Walter se livram de Danzig e seus negócios e Walter ganha a luta. 
 
 
 
 
 
Nos bastidores de Talhado para Campeão

Para o papel do boxeador Walter Gulick, Elvis começou a treinar duro antes de começar a gravar. Ele se preparou para as cenas de luta como um profissional. Ele fez exercícios, seguiu uma dieta rígida de proteínas, treinou socos, passou horas com profissionais e perdeu uns 5 kg nesse período. 




Elvis treinou com Mushy Callahan, campeão de peso médio de 1926 a 1930. Callahan andou mostrando suas habilidades por Hollywood por algum tempo, treinando os atores Kirk Douglas, Errol Flynn e outros em filmes de boxe. Callahan sabia como treinar um ator, assim as habilidades do boxe cairiam bem no personagem. Callahan elogiou as habilidades atléticas naturais de Elvis - pelo menos, na promoção do filme. "Ele tem um bom físico e a coordenação é excelente", disse o profissional em uma entrevista. "Ele nunca tinha lutado boxe, mas pegou rápido por causa das aulas de caratê".




 A trilha sonora do filme foi  lançada em compacto duplo





 Canções apresentadas em Talhado para Campeão
  • King of the Whole Wide World
  • This Is Living
  • Riding the Rainbow
  • Home Is Where the Heart Is
  • I Got Lucky
  • A Whistling Tune
 Fonte:howstuffworks

Elvis e o seu retorno a Hollywood



O concerto de 1961 no Havaí marcou a última apresentação ao vivo de Elvis Presley até 1969, e ele não fez nenhuma aparição na televisão após o especial de Sinatra até dezembro de 1968. Durante a maior parte dos anos 60, se os fãs de Elvis quisessem vê-lo, eles tinham de vê-lo na tela de cinema.
Em maio de 1960, Elvis havia retornado a Hollywood para começar a filmar Saudades de um Pracinha (G.I. Blues). O enredo do filme é sobre um cantor servindo no exército na Alemanha. O produtor Hal Wallis emprestou detalhes da própria vida de Elvis para detalhar o roteiro, como já havia feito nos dois filmes anteriores que ele fez com Elvis. Em Saudades de um Pracinha, o personagem de Elvis não apenas assume seu posto na Alemanha, mas também é membro de uma divisão de tanques da mesma maneira que Elvis havia sido.
Como os filmes que Elvis fez antes de entrar para o exército, Saudades de um Pracinha é baseado nos eventos de sua própria vida, mas é uma comédia musical em vez de um drama musical. Saudades de um Pracinha visava um público familiar e o estilo artístico controvertido de Elvis havia sido amenizado. Ainda que a maioria das canções tivessem um ritmo acelerado, elas não possuiam o mesmo som pesado, conotação sexual ou performance emocional das gravações anteriores de trilhas sonoras de Elvis. 




A imagem de Elvis na tela foi deliberadamente amenizada para Saudades de um Pracinha Em uma cena, ele canta uma música folclórica com estilo de som bávaro durante o show de marionetes de uma criança, enquanto em outra, ele toma conta de um bebê adorável. Os anúncios do filme resumem perfeitamente essas mudanças: "Veja e ouça o novo Elvis: o ídolo dos adolescentes é o ídolo da família".
Feitiço Havaiano foi um enorme sucesso, classificado em décimo quarto lugar em bilheteria em 1960. O álbum da trilha sonora atingiu o No. 1 rapidamente, permanecendo nas listas por mais tempo que qualquer outro álbum de Elvis Presley. Os críticos de cinema aplaudiram o novo Elvis. Eles aprovaram sua nova imagem e previram que ele encontraria muitos novos fãs entre mulheres mais velhas. Elvis não tinha o mesmo entusiasmo dos críticos com Saudades de um Pracinha. Ele achou que havia números musicais demais e acreditava que alguns deles não faziam nenhum sentido no contexto do enredo. Ele estava preocupado que a qualidade de muitas dessas canções não era tão boa como a da música de seus filmes anteriores.
Elvis estava ansioso para assumir papéis mais desafiadores e sérios. O filme de bangue-bangue Estrela de Fogo (Flaming Star) lhe deu a chance de comprovar suas habilidades como ator. O filme reuniu alguns dos atores mais notáveis e profissionais criativos de Hollywood. Neste drama tenso, Elvis foi capaz de atuar com os artistas veteranos John McIntire e Dolores Del Rio. A estreante Barbara Eden, que posteriormente estrelou a série de TV Jeannie é um Gênio, também foi apresentada no filme.
O Diretor Don Siegel, que posteriormente obteve aclamação dos críticos pelo seu trabalho no filme original Perseguidor Implacável (Dirty Harry), fez uma forte declaração sobre preconceito racial no roteiro, que havia sido baseado em um romance popular de Clair Huffaker. Nunnally Johnson, um antigo produtor e roteirista de Hollywood, foi co-autor do roteiro com Huffaker. O bem-sucedido compositor Cyril Mockridge produziu a música de fundo.




Elvis teve mais uma oportunidade de atuar seriamente quando foi escolhido para estrelar o filme Coração Rebelde (ou Herança de um Forçado - TV) (Wild in the Country). O filme, dirigido por Philip Dunne, originou-se de um roteiro do dramaturgo Clifford Odets. Ele apresenta Elvis como Glenn Tyler, um jovem rebelde do interior sulista que tenta endireitar a sua vida após ter sido internado em um reformatório. O roteiro original para este filme não tinha canções originais, mas após a baixa bilheteria de Estrela de Fogo (Flaming Star), eles incluíram seis números musicais em Coração Rebelde. Apenas quatro deles foram incluídos na versão final.
Além da faixa-título que é cantada durante os créditos de abertura, Elvis canta uma canção para cada uma das três mulheres no filme. Mesmo com os números musicais, o filme foi considerado um desapontamento pelos fãs de Elvis. Como em Estrela de Fogo, o filme não perdeu dinheiro nas bilheterias, mas também não foi um grande sucesso.
Tanto Elvis como a co-estrela Tuesday Weld foram votados para o prêmio "Casaco de Chuva Ensopado" (Damp Raincoat Award) como os artistas mais frustrantes de 1961 pela revista Teen. Apesar de prêmios como esse dificilmente poderem arruinar a carreira de alguém, eles indicaram a Elvis e ao Coronel que esse tipo de filme não era o que os fãs mais devotados de Elvis queriam ver. Elvis não aceitou nenhum outro papel sério até o fim da sua carreira cinematográfica.
A interpretação padrão da carreira de Elvis no cinema é considerar essa transição como o início do fim, pois ele pareceu ter desistido de seu sonho de tornar-se um ator sério. No entanto, após Coração Rebelde, Elvis fez 24 filmes, todos foram sucessos financeiros e populares. Portanto, parece adequado dar uma interpretação diferente à carreira cinematográfica de Elvis: Elvis Presley não se tornou um ator sério, mas ele foi uma estrela de cinema extremamente bem-sucedida.
O primeiro nessa seqüência de filmes bem-sucedidos e populares foi Feitiço Havaiano (Blue Hawaii).
Fonte:howstuffworks
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